segunda-feira, 10 de julho de 2017

QUEM SUSTENTA TEMER? A MÃO INVISÍVEL DO MERCADO.

A tranquilidade que Michel Temer diz ter ao deixar a cúpula do G20 na Alemanha e retornar ao Brasil, num contexto em que ele foge como rato da denúncia de corrupção passiva que o persegue é garantida pela interlocução entre Henrique Meireles e o mercado financeiro.

     

O capitalismo predatório praticado atualmente em nosso país é respaldado pelos brasileiros que querem um país para poucos, os que ignoram os Objetivos da Constituição sem se preocuparem com as consequências catastróficas de interferir na normalidade do Estado de direito através da força do corporativismo e do poder econômico.

A normalidade do país vem sendo atingida por medidas antidemocráticas e abusivas, Leis e Planos Estratégicos de Estado não estão sendo respeitados pelo atual governo, que se julga acima da própria constituição ao apoiar a retirada de direitos através de reformas apressadas e inoportunas, somente, para “agradar” o mercado.

A confiança do atual governo no mercado é sega e oportunista, pois atolado em corrupção em detrimento do exercício fisiológico da política e tendo membros investigados por práticas criminosas com base no Código Penal Brasileiro, os políticos que o compõem e, principalmente, o presidente da República quer se safar da responsabilidade criminal cumprindo a cartilha do mercado financeiro.

O “esforço” que a Rede Globo está fazendo para denunciar a corrupção no governo Temer, pelo jeito não tem encorajado às pessoas a indignarem-se e irem às ruas exigirem mudanças imediatas, isso porque a emissora desenvolveu uma narrativa equivocada ao demonizar a política e ser seletiva no exercício da liberdade de imprensa.

O que ficou explicito é que nem mesmo a Rede Globo é capaz de interferir naquilo que o mercado financeiro julgar adequado para atingir os seus interesses no Brasil. Isso explica a tranquilidade que Michel Temer diz ter diante do pandemônio que está inserido, mesmo denunciado com provas robustas o peemedebista acredita que a sua servidão ao mercado financeiro é o suficiente para que o Congresso Nacional o perdoe.

Não devemos esperar piedade dos investidores financeiros, eles não têm pudor quando o assunto é obter lucro fácil. Esses mesmos agentes financeiros, que querem desmontar o Estado de direito do Brasil, são os que investem na indústria da guerra e financiam projetos que prejudicam a humanidade. O dito mercado financeiro atingiu autonomia anômala que não respeita as limitações naturais do planeta.

Além dessa característica incomum do mercado financeiro, que estimula um ritmo de desenvolvimento incompatível com os recursos existentes, a prática equivocada da globalização, tem ameaçado a autonomia de Estados Nacionais em nome do interesse de 1% da população Mundial.

Na verdade, se existe um instituto que necessita de reformas profundas é o que compreendemos hoje como Mercado Financeiro Internacional, as instituições e conglomerados que o compõem precisam refletir sobre o capitalismo predatório que desenvolvem em todas as partes do planeta, sacrificando a paz e o desenvolvimento social de nações inteiras.

domingo, 18 de junho de 2017

REPÚBLICA JOVEM

A nova república ainda é jovem, o texto constitucional completará 29 anos em 05 de Outubro de 2017, isso implica dizer que as instituições democráticas, principalmente, as implantadas depois 1988, estão em fase primária a caminho de consolidarem-se, mas ainda longe da maturidade necessária para resistir aos golpes e ao tráfico de influência.



Justamente por esta característica do Estado de direito do Brasil que grupos de interesse, que não estão comprometidos com os objetivos constitucionais, encontram fôlego para implantarem esquemas de poder e dominação sobre o conjunto da população. Essa característica não está restrita a esta ou aquela corrente ideológica, mesmo porque, no Brasil, existem muitos capitalistas de esquerda e socialistas de direita, o que nos torna ainda mais sui generis na geopolítica.

O tráfico de influência não está restrito aos ministérios de Brasília, é uma pratica comum em todo Território Nacional. Do mais pequeno município à grande metrópole pratica-se crimes contra licitação e superfaturam obras públicas para que empresários-gangsters, possam compensar, com lucro, os valores pagos aos políticos no financiamento de campanhas e no pagamento de propinas, no entanto, mais escandaloso que a exposição desses fatos em nível nacional é a hipocrisia dos que ignoram essa característica nos municípios onde vivem.

Ou seja, temos um longo caminho até avançarmos para melhores níveis de democracia e civilidade, de modo que é necessário reconhecer as deficiências, porém jamais aceitar retrocessos, principalmente, no que diz respeito às conquistas sociais da população brasileira. Não podemos aceitar que, para compensar o prejuízo de trambique de maus políticos e empresários criminosos sejam retiradas conquistas asseguradas pela Constituição.

A narrativa da mídia oligopolista é no sentido demonizar a política e exterminar os partidos através do discurso generalista que não faz distinção entre o indivíduo e a instituição a qual pertence. Disseminam a prática equivocada de alguns indivíduos como sendo a comportamento de todos os membros de determinado partido, por exemplo. Além de produzirem conteúdos seletivos e tendenciosos e não respeitam o contraditório.

Na perspectiva do aperfeiçoamento das instituições de uma democracia, é imprescindível que haja reformas e adequações que correspondam ao tempo atual, porém essa reformulação não pode atacar as conquistas obtidas pelos cidadãos. A austeridade extrema não é solução econômica para o Brasil e para nenhum país capitalista do Mundo, principalmente, se significar retirada de direitos da população. Isso quem afirma são as próprias instituições do mercado como FMI, por exemplo, que em alguns pareceres técnicos reconhece não existir uma relação entre o aumento de empregos e a implantação de austeridade radical.

Diante da atual conjuntura cabe a sociedade exigir que a CF/88 seja cumprida integralmente, principalmente, no que diz respeito ao princípio da igualdade. As pessoas precisam se organizar para que os institutos públicos do Brasil não sejam conduzidos para satisfazer apenas um segmento específico da sociedade. Devemos ser vigilantes para que os governos não se distanciem da trajetória definida pelos objetivos constitucionais da República.

quinta-feira, 8 de junho de 2017

O BRASIL E A POLÍTICA DO AQUÁRIO

A imaturidade da Nova República faz predominar, por hora, a idéia de uma política sem povo, em que se atribui todas as responsabilidades aos figurões da política nacional, ao passo que não se cumpre o papel estabelecido para a sociedade pela própria Constituição.

Na política do aquário não se discute projeto de país nem perspectivas para o futuro, o fisiologismo funciona a favor dos tradicionais donos do poder. E a principal causa disso é o distanciamento da população das questões atinentes ao Estado de direito.

A plástica e a superficialidade sedimentadas pelos meios de comunicação oligopolistas tornam o brasileiro comum, um indivíduo oco, apto ao modismo, mas que não se aprofunda a respeito de nada por achar enfadonho a realização de leitura e aprendizagem, negando, neste momento, os fundamentos do próprio Estado de direito, afinal, de que valerá termos legislação de primeiro mundo e não compreendê-la e absorver-la em nossa cultura?   

Essa linha imaginária que distancia o povo do público impede o aperfeiçoamento de programas que são financiados com recursos da própria população, ou seja, expressões que demonizam a política através de um discurso generalizado, de maneira alguma, contribuem para o fortalecimento da democracia no país.

Quanto mais o povo se distanciar da participação no Estado de direito, mais irá prevalecer o interesse das corporações ao invés do cidadão brasileiro, se o indivíduo abrir mão de eleger o representante o sistema se encarrega de preencher as vagas para que a engrenagem que funciona mais a favor do mercado que do próprio povo, vá à diante. 
  
As pessoas vivem mergulhadas na corrupção, são omissos na fiscalização dos recursos das cidades onde vivem, e elege o “jeitinho” como mania nacional e depois esperam ter criaturas cândidas à frente das instituições públicas, verdadeiro contra-senso, o que demonstra o distanciamento entre a indignação e a realidade prática.

A política do aquário torna-se ainda mais perigosa ao ser, sabidamente, manipulada para atingir propósitos escusos, onde num país de pouca leitura as produtoras de vídeo e TV que não estão comprometidos com Direitos Humanos encontram um campo fértil para a difusão daquilo que for conveniente ao mercado financeiro e ao modismo da vez.

Os apresentadores de TV obedecem a editoriais tendenciosos e, mesmo assim, tem a ousadia de criticar as obviedades da política nacional com o ar de deboche, típico daqueles que se sentem fora do contexto, demonstrando que, na cabeça de alguns, o nosso projeto democrático, é mais uma peça maleável e irrelevante a serviço do mercado financeiro, que algo que possa ser levado a sério. Esta característica reverbera nas instituições da República como o ocorrido, por exemplo, quando o presidente do TSE, durante importante julgamento, alertou ao seu colega de toga que estivesse atento, pois estavam sob os holofotes da GloboNews, espécie de papagaio de pirata da principal empresa do oligopólio midiático brasileiro.

Entender a política como algo a parte da sociedade é, sobretudo, falta de conhecimento, característico do nível civilizatório em que nos encontramos. Essa percepção é duplamente danosa, pois isenta o cidadão de participar e coloca as instituições públicas a serviço de interesses outros que não são os do conjunto da população. Quando não exercem o controle social, por exemplo, as pessoas assinam um cheque em branco para aqueles que eles dizem não confiar. Esse conjunto de incoerência é que nos leva a crer que a política institucional no Brasil ainda é peça decorativa de uma nação que espera receber tudo pronto.

É justamente essa nossa falta de protagonismo nas conquistas coletivas que nos torna reféns dos que deveriam nos garantir direitos, mas que preferem tirar proveito das fraquezas. Alguns cidadãos, políticos e eleitores, são tão egoístas que sacrificam qualquer projeto de bem comum, sem nenhum pudor, simplesmente, confiando na vulnerabilidade dos eleitores, que esperam a receita de país nos telejornais de grande audiência.

Somente transpondo essa apatia absurda que existe entre o cidadão e a república que teremos condições de avançar como nação democrática. A mediocridade tornou-se protagonista no Brasil, porque nós a alimentamos muito bem ao longo de séculos, o que possibilitou a ascensão de gangsteres e lobistas dentro das instituições públicas do país, todos estes aceitos, desde quando favoreçam as reformas neoliberais.

terça-feira, 30 de maio de 2017

BRASIL, MERCADO E A PINGUELA

Por muito menos destituíram a presidente do Brasil eleita pelo povo através das forças progressistas, comprometidas com o Estado de direito e com a Constituição de 1988, principalmente, em suas garantias sociais e aos direitos humanos.

Através de golpe parlamentar, impeachment sem crime, tiraram Dilma Rousseff, no entanto, Michel Temer o vice-traidor, exala podridão com a sua patota sem preocupar com as evidências dos seus crimes. E para a felicidade geral das elites e a garantia dos interesses corporativos, Temer diz que fica e não renuncia. Enquanto isso, os falso-moralistas da mídia oligopolista, avessos aos governos populares fazem cara de paisagem, até que as reformas que retiram direitos passem no congresso.   

Nesse ínterim, sem conhecer a realidade do Brasil e a necessidade premente de se fazer o enfrentamento da imensa desigualdade existente no país, os capitalistas de países “civilizados” apóiam esse tipo manobra para garantirem alguns bilhões de dólares a mais, mesmo sabendo que isso significa interferir fatalmente no destino de uma nação inteira.

Para os rentistas vale à pena tirar a possibilidade dos cidadãos, que pelo processo desigual de formação da sociedade brasileira, ainda não alcançaram o patamar de dignidade humana definido pela própria constituição, e por isso mesmo, não conseguem perceber o retrocesso que as reformas, feitas para o mercado, trarão.   

Reformas nas instituições públicas e democráticas sempre foram necessárias e é perfeitamente normal, justamente para ajustar tais mecanismos do Estado aos avanços que a sociedade obtém ao longo do tempo, no entanto, não é esse tipo de reforma que está sendo protagonizada pelo Sr. Michel Temer e os rentistas do Brasil.

Estão desconstruindo o estado de bem estar social no Brasil com medidas de austeridade extrema que não se observa nem mesmo nos países ditos de primeiro mundo, onde se observa altos índices de desenvolvimento humano.

Aonde quer chegar o imponderável mercado financeiro internacional, que em nome do lucro a qualquer custo, interfere no projeto de nação, na República? E o caos social, como os nossos “amigos” do estrangeiro irão colaborar nesse sentido? Irão nos vender armas? Ou irão aproveitar a oportunidade para nos assaltar a Amazônia?

O rentismo, não o capitalismo, corrói as possibilidades de sobrevivência da humanidade no Planeta, afinal, a população não se resume ao 1% mais rico da Terra. Que estupidez e covardia são estas em que vale tudo, inclusive, liquidar projetos democráticos de nações para atenderem às expectativas das agências de rating?

Não por acaso, a comunidade internacional, por meio de organismos multilaterais, denuncia a lógica predatória do mercado internacional, e tem trabalhado para que os organismos que o regula e financia, não pautem em critérios apenas quantitativos e, mesmo estes, quando utilizados devem incluir variáveis humanas em suas frias equações que funcionam mais como fascínio para os investidores, numa hipnose mórbida, que referencial para tomada de decisão.

GamePlays que se valem de um artifício matemático para solapar as riquezas das nações sem se preocupar com os impactos disso, provocando um caos no Mundo. Valem-se da especulação e do oportunismo para ganharem fortunas no curto prazo enquanto o valor da força do trabalho e da criatividade humana, elementos imprescindíveis para a sobrevivência no planeta são relativizados.      
    
Não é apenas a austeridade radical que deslegitima as reformas do governo putrefato do corrupto Michel Temer, a ausência de participação da sociedade civil nas discussões e o apressamento das medidas é que assustam os que imaginam o país daqui a 30 anos. Institutos de pesquisas e Universidade centenárias estão sendo ignoradas no que diz respeito às consequências nefastas das reformas pretendidas.

Enquanto isso, no Brasil, as empresas privadas de comunicação, em sua maioria, atreladas oligopólios midiáticos, consequência o patriarcalismo e da ausência de regulamentação no mercado de comunicação, fabricam a opinião pública. Esses grandes grupos de mídia são favoráveis às reformas de Temer e o vê como mal necessário, e por isso mesmo, praticam um jornalismo seletivo e partidário, não respeitam e não veiculam as idéias contrárias às reformas pretendidas pelo governo.

As Nações Unidas já diagnosticaram o futuro do mundo até 2050, as previsões que não são especulativas e se baseiam em pura ciência, apontam enormes desafios para a humanidade, se nada for feito, as futuras gerações é que sofrerão as consequências da irracionalidade praticada hoje na sociedade de consumo.

Usurpar direitos de populações subdesenvolvidas não deveria fazer parte do rol do que se considera praticável no mercado financeiro internacional.

segunda-feira, 15 de maio de 2017

QUE POLÍTICA NÓS QUEREMOS?

Enquanto a campanha política carnavalesca substituir a política propositiva a cada quatro anos e a população brasileira continuar votando sem refletir, o conjunto da sociedade permanecerá à margem do sistema político e alheio aos próprios direitos.


O desconhecimento não tira de nós a responsabilidade pela qualidade da política, pois, geralmente, não fazemos a nossa parte como cidadão na relação com Estado e lançamos mão do generalismo na tentativa de preencher o imenso vazio deixado pela nossa falta de responsabilidade com as instituições públicas do Brasil.

Alguns se mantêm separados da vida do Estado através da linha imaginária da irresponsabilidade esperando por soluções prontas, sem participar conscientemente dos diversos espaços garantidos pela constituição. Mesmo os cidadãos que deveriam ter consciência acerca da democracia como os funcionários públicos, por exemplo, na maioria dos casos se entregam ao corporativismo e abdicam de fazer a coisa certa. 

Para vislumbrar a política que queremos, é necessário reconhecer o cotidiano do sistema político atual e a sociedade deve assumir a sua parcela de culpa nisso. Uma política de um Estado democrático não deve se limitar a esta ou aquela corrente ideológica é, na verdade, o caminho escolhido para que a sociedade exerça sua liberdade.

A dificuldade do nosso sistema não está relacionada à ausência de legislação, até que nossas leis são modernas e coerentes com o que se pratica na maioria dos países civilizados, o grande problema é que aqui, entre outras coisas, a luta de classes extrapolou o limite da ética e grupos economicamente mais fortes estão retirando direito da população.

Toda vez que demonizamos a política e a associamos com a ilicitude generalizada, sem fazer a distinção entre o mau e o bom político, sem diferenciar o ser humano desonesto que utiliza as instituições do Estado para assegurar os seus próprios interesses daqueles que a biografia confirma o seu compromisso com o bem comum, cometemos um grande equivoco.

É necessário entender a função determinante que exerce a política numa sociedade democrática e nos reconhecermos como sujeitos políticos para que a partir daí sejam definidas diretrizes pelas quais todos devem se orientar no exercício da vida em comunidade.

Não adianta transferir a culpa aos representantes políticos enquanto compactuarmos com a maneira errada como a política é feita no Brasil, a começar pelos municípios onde as pessoas vivem, é necessário compreender que a obrigação de participar não se limita ao dia da eleição e que o voto repercute diretamente na vida das pessoas para o bem e para o mal.

Para construir a política que queremos numa realidade em que a justiça e o direito prevaleçam é preciso substituir o individualismo pela solidariedade, do contrário, as pessoas continuarão entendendo que na política pode tudo e que coisa pública é de ninguém ou de quem chegar primeiro. Além disso, é necessário que o exercício da cidadania substitua a hipocrisia.  

Muitos se posicionam como defensores da moralidade e intolerantes às práticas ilícitas dos políticos corruptos, principalmente, os apresentados pela grande mídia ao passo que cometem, diariamente, desvios de recursos e crimes contra o interesse público.

Alguns falam em refundar a república sendo que nem mesmo a terça parte da população tenha assimilado, ainda, o texto constitucional vigente. Aspecto que pode ser retratado pela tamanha apatia da sociedade brasileira do controle social que deve ser feito pelo cidadão e contribuinte, de modo que, reclamam da qualidade do serviço público, mas não se interessam em saber como os recursos estão sendo aplicados nas diversas áreas.

Nas cidades do interior do Brasil que ainda não foram contempladas pelo desenvolvimento econômico e social, em muitos casos, os recursos públicos representam a única fonte de receita do Território Municipal e os empregos das prefeituras são disputados a tapa por uma multidão de desempregados o que garante forte polaridade nas disputas políticas locais.

Por não conhecerem ou não acreditarem no potencial do Estado de direito nas cidades algumas pessoas se lançam na disputa política apenas para garantirem alguma “vantagem” utilizando o método que for necessário para assegurá-la, recorrendo à compra de votos e aos mais diversos tipos de ameaças, se necessário, sempre tendo a vulnerabilidade social da população como trunfo.

Esse modus operandi da política nos municípios pobres do Brasil ilustra bem o desafio que a sociedade tem para construir um sistema político que corresponda à Constituição de 1988, onde todos os brasileiros são iguais em direito e obrigação.

Desse modo, além de trabalhar incessantemente para reduzir a imensa desigualdade existente no Brasil, que muitas vezes submete, irremediavelmente, o cidadão ao jugo do dominador para a satisfação de necessidades primárias, é necessário nos conscientizar de que existem interesses comuns que precisam ser alcançados.

Para construir a política que queremos precisamos ser mais solidários e nos distanciar do complexo de vira-latas que dificulta o nosso posicionamento como cidadão de direito no Brasil, é necessário reconhecer o papel do Estado e construir, juntos, um projeto de sociedade que não exclua e gere oportunidade para todos, após essa construção é dever da população assegurar que compromissos assumidos sejam cumpridos, afinal, sempre teremos a política que merecermos.        

segunda-feira, 17 de abril de 2017

VERDADE E MANIPULAÇÃO EM TEMPOS DE GOLPE

Num contexto em que se leva em conta a civilidade na relação entre os indivíduos na sociedade e o Estado, não se deve admitir a utilização de atalhos por qualquer grupo que seja para imporem pensamentos e ações incompatíveis com os Objetivos Constitucionais.

Resultado de imagem para GLOBO x PT

A estratégia de setores da justiça brasileira de obter condenação prévia dos denunciados através da opinião pública segue de vento e popa, no entanto, a TV GLOBO, que goza de toda credibilidade do MP Federal continua sendo seletiva e tendenciosa no seu exercício de coadjuvante do poder judiciário do Brasil.

Vejamos o caso da tal “lista de Fachin” os veículos de comunicação pró-reformas neoliberais tratam do assunto de maneira enviesada, sem compromisso com a verdade, não levam em conta, por exemplo, que a peça contendo 60 paginas, assinada pelo Procurador Geral da República Rodrigo Janot e entregue ao ministro Fachin em 14 de Março, afirma que a narrativa dos delatores da Odebrecht aponta para a obtenção de recursos ilícitos, eminentemente, pelo grupo capitaneado por Michel Temer, que atualmente ocupa a presidência da república e, por isso, não pode ser investigado.

Esse aspecto da lista de Fachin os veículos de comunicação que compõem a grande mídia, não enfatizam, pois isso pode prejudicar o interesse dos investidores, afinal, Michel Temer é a pinguela, é o robô do rentismo, e mesmo sendo o principal artífice do esquema de corrupção, juntamente com o seu partido e seus “homens de confiança”, é poupado pela imprensa nacional que está impregnada das falsas tintas do mercado de capitais.

O atual presidente da república, além de capitanear o esquema de caixa 2 e propinas, foi anfitrião das reuniões mais comprometedoras apresentadas nas 78 delações de executivos e ex-executivos da Odebrecht, e esse aspecto os oligopólios midiáticos, verdadeiras anomalias no Estado de direito, simplesmente ignoram e, sempre que oportuno, associam as reformas apreçadas do governo como solução para economia brasileira.

Quando aborda sobre a operação protagonizada pela Política Federal - PF de Curitiba – PR, denominada operação “lava jato” que investiga desvios de recursos públicos para políticos através de propina e caixa dois extraídos de contratos superfaturados de empresas privadas com estatais e outros contratos públicos, a rede globo, por exemplo, já escolheu quem é herói e quem é bandido na operação em curso.

Mesmo o problema da corrupção no Brasil sendo sistêmico e cultural como afirma o MPF, devido ao alto grau de envolvimento de diversos agentes públicos e privados, além de pessoas físicas em práticas ilícitas no país, a Rede Globo de Televisão entende que apenas o Partido dos Trabalhadores - PT, partido fundado pelo operário Luiz Inácio Lula da Silva deve ser responsabilizado pelos vícios e mazelas do sistema político brasileiro.

Esse aspecto da lista de Fachin os veículos de comunicação que compõem a grande mídia, não enfatizam, pois isso pode prejudicar o interesse dos investidores, afinal, Michel Temer é a pinguela, é o robô do rentismo, e mesmo sendo o principal artífice do esquema de corrupção, juntamente com o seu partido e seus “homens de confiança”, é poupado pela imprensa nacional que está impregnada das falsas tintas do mercado de capitais.

O atual presidente da república, além de capitanear o esquema de caixa 2 e propinas, foi anfitrião das reuniões mais comprometedoras apresentadas nas 78 delações de executivos e ex-executivos da Odebrecht, e esse aspecto os oligopólios midiáticos, verdadeiras anomalias no Estado de direito, simplesmente ignoram e, sempre que oportuno, associam as reformas apreçadas do governo como solução para economia brasileira.

Quando aborda sobre a operação protagonizada pela Política Federal - PF de Curitiba – PR, denominada operação “lava jato” que investiga desvios de recursos públicos para políticos através de propina e caixa dois extraídos de contratos superfaturados de empresas privadas com estatais e outros contratos públicos, a rede globo, por exemplo, já escolheu quem é herói e quem é bandido na operação em curso.

Mesmo o problema da corrupção no Brasil sendo sistêmico e cultural como afirma o MPF, devido ao alto grau de envolvimento de diversos agentes públicos e privados, além de pessoas físicas em práticas ilícitas no país, a Rede Globo de Televisão entende que apenas o Partido dos Trabalhadores - PT, partido fundado pelo operário Luiz Inácio Lula da Silva deve ser responsabilizado pelos vícios e mazelas do sistema político brasileiro.

O partido de Michel Temer, o PMDB é o que tem o maior número de políticos listados pelos delatores da Odebrecht. As delações apontam que mais de 80 milhões de reais de negociatas e propinas foram acertadas no Palácio do Jaburu e no escritório político do então vice-presidente da República.

Mesmo diante da sobra de evidências quanto ao comprometimento do governo de Michel Temer com a crise política e institucional instaurada no Brasil, veículos de comunicação como a TV Globo insistem em omitir a relação existente entre o golpe em curso e o modus operandi da corrupção deflagrada pela Polícia Federal por meio das diversas operações.

O forte envolvimento dos homens de confiança do atual presidente da república com os crimes investigados pela operação Lava Jato, além do seu envolvimento pessoal em práticas ilícitas demonstra que o projeto de poder construído em torno de Michel Temer ocorreu à margem do Estado de direito.

Tal característica do governo peemedebista deveria ser o suficiente para que as reformas propostas fossem vistas com cautela pela sociedade, no entanto, por atender a interesses corporativos a mídia brasileira prefere apostar nas reformas neoliberais e pinçar denuncias específicas sobre um determinado partido na tentativa utilizá-lo como bode expiatório ao invés de propor um debate amplo sobre o sistema político do Brasil.

A exposição da verdade, sem manipulação, deveria ser o papel da imprensa em qualquer país civilizado, no intuito de informar de maneira imparcial sem a interferência ideológica nem de quaisquer grupos de interesse que seja. O respeito ao contraditório e ao devido processo legal, evitará que a opinião pública se resuma à opinião publicada.

terça-feira, 11 de abril de 2017

CONSCIÊNCIA E QUALIDADE DA POLÍTICA BRASILEIRA

Quando o cidadão não dispõe de plena consciência acerca do papel que deve exercer no Estado de direito não participa com a intensidade necessária para uma melhor qualidade da política como direito de pessoas livres. Os maus representantes refletem apenas a falta de critério dos eleitores ao escolherem.



Diante de um ataque aos direitos dos cidadãos brasileiros, onde a maioria dos congressistas apóia medidas de austeridade radical que representam a desconstituição do Estado de direito do Brasil, se houvesse consciência política a população saberia se defender. Esses representantes fabricados por grupos corporativos se valem principalmente da ausência de consciência do conjunto da sociedade.

Esse fenômeno é danoso para a democracia e os que tiram proveito dessa fragilidade para imporem agendas em desacordo com os Objetivos da Constituição de 1988, devem ser julgados pelo crime de lesa pátria, pois estão colocando em risco o projeto de país estabelecido no principal texto da República.

É necessário combater as causas da má política que geram uma representatividade fraca e medíocre, e para isso é necessário que a sociedade brasileira se reencontre com valores fundamentais a uma nação como solidariedade, justiça e respeito ao próximo. Tais elementos basilares vêm sendo triturados pelos conceitos impostos pela cultura dominante.

O velho jargão de que o povo tem o governo que merece até o momento não falhou, e enquanto se tiver a democracia como modelo de governo essa máxima vai prevalecer, cabe ao povo mostrar que merece melhores governantes, e essa demonstração se dará quando os brasileiros tiverem consciência do poder transformador do voto.

A pouca consciência política da sociedade brasileira tem possibilitado o avanço de medidas que desconstituem direitos e que empurram o país para uma crise institucional sem precedentes, pois enquanto o gigante permanece deitado esperando que o homem de toga o salve, os fundamentos da Constituição que asseguram minimamente o estado de bem-estar estão sendo aviltados pelos que não querem compartilhar o Brasil.

Demonizar a política sem ao menos compreender o seu significado no Estado de direito é uma grande estupidez, um verdadeiro tiro no pé, pois ao fazer isso estamos lançando fora ferramenta imprescindível para o desenvolvimento humano em qualquer lugar do mundo. Os meios de comunicação que estimulam esse comportamento nos brasileiros, certamente, não estão comprometidos com a regra do jogo democrático.

A única maneira em que a repulsa à classe política faria sentido na democracia, seria quando o comportamento dos representantes se distinguisse ao dos representados, o que não é o caso do Brasil.

No Estado democrático de direito a população é que define quais as prioridades e quais indivíduos devem estar à frente da missão de concretizar os objetivos comuns da sociedade. Desse modo, não é possível o eleitor fugir da responsabilidade no que diz respeito à capacidade de servir dos seus políticos. É por eleger sem refletir que os brasileiros se tornam vítimas fáceis dos maus políticos.

A consciência política que o brasileiro deve possuir não está relacionada somente aos partidos políticos ou a ideologia A, B ou C, na verdade o brasileiro precisa conscientizar-se acerca do significado de ser igual em direitos e responsabilidade no Estado. Precisa compreender o texto constitucional da República e tê-lo como guia das suas ações no exercício da liberdade.

Enquanto terceirizar a sua responsabilidade diante do Estado de direito, ignorando a necessidade de participação direta, o cidadão brasileiro não avançará no que diz respeito à melhoria da qualidade dos políticos, pois isso impede a sintonia entre a ação do representante e a expectativa dos representados que acabam conformando com qualquer coisa.

A fragilidade da consciência política dos brasileiros é o que permite o funcionamento anormal das instituições do Estado como o desalinhamento entre os três poderes da República cuja harmonia é imprescindível para garantir que o texto constitucional seja executado.

O predomínio de pautas corporativistas e partidárias nas instituições do Estado ocorre porque a massa não é consciente do real papel de cada instituição e aceita qualquer tipo de resposta como a única resposta, possibilitando o protagonismo personalista em instituições que deveriam atuar com isenção e imparcialidade.

É a falta de compreensão acerca do processo de formação da sociedade brasileira que possibilita a viabilidade de projetos políticos nocivos ao conjunto da sociedade, onde a incorporação de modismo judicial, por exemplo, abre espaço para a insegurança jurídica a partir do momento que se aplica metodologias de outros países na realidade brasileira.

A qualidade atual da política brasileira é que a torna execrável e a responsabilidade é da sociedade que ainda não foi capaz de assumir o papel que deve exercer no Estado de direito, escolhendo e participando com consciência. Ao se eximir da responsabilidade o cidadão acaba contribuindo, inconscientemente, com os carrascos dos próprios direitos.

O juiz Sergio Moro afirma reiteradamente a importância da MÍDIA no papel de condenar políticos, o magistrado já chegou afirmar que o vazamento de informações sigilosas sobre investigados é importante, pois condena os políticos antes mesmo de serem julgados.

No entanto, a tese do juiz de Curitiba ignora a característica estrutural do sistema de mídia nacional em que o monopólio dos meios de comunicação por grupos e famílias reflete na qualidade do conteúdo produzindo, pois a narrativa gerada para a incauta opinião pública ocorre sempre sob a perspectiva de quem acusa e atendendo a propósitos políticos.

As peças de ficção produzidas por grupos dominantes de mídia que são abastecidos pela ilegalidade de setores do judiciário e ministério público onde o corporativismo fala em nome das instituições, estão colocando a República em pandemônio, pois não respeitam o direito ao contraditório e a lógica imposta pelo devido processo legal.

Desse modo, uma sociedade sem consciência acerca dos próprios direitos estará sempre vulnerável às artimanhas golpistas de grupos específicos que não estão comprometidos em cumprir os Objetivos da Constituição do país.